14 novembro 2006

D. Freezer Gallery is cool

D.Freezer Gallery

Lembra quando sua avó lhe dizia, baixinho, ao pé do ouvido: " Vê se não faz arte hein! "?. Pois eu não.

A bem da verdade, acho que lembro da minha vó dizendo: " Ora, deixa o moleque!"

Trata-se disto amiguinhos. A arte dos nossos tempos pós-tudo parece ter se divorciado daquela arte que a criança( feliz) pratica full time antes de crescer e ficar anestesiada.
Lógico, mas não custa gemer: arte é coisa seríssima, vai por mim.
É o registro mais antigo da humanidade e sem dúvida permanecerá de alguma forma após a gente picar a mula do planetinha azul, ok?

Isto posto: cabe aqui dizer que a arte nasce da perda momentânea do senso de ridículo, sim camarada, no momentum da tal criação, seja ela um bolo de fubá ou um curta metragem abstrato, é preciso dar um pause no senso crítico. Trata-se de fazer e pronto. Bom ou ruim é questão de interpretação (como tudo). Faça e depois, sim: Vire-se para mostrar aos outros, desdobre-se para pagar as contas e conforme-se com o fato de que amanhã você fará tudo de novo. De outras formas...

E é neste espírito que surge a D.Freezer Gallery(foto acima), espaço voltado para a divulgação de artistas emergentes e completamente desconhecidos. Trata-se da porta da minha geladeira, que tem frequência muito maior do que muitas galerias por aí e também um público muito mais freak, eu garanto. Em breve informações sobre a inauguração.





Escutando:
Schizophonic(2006), do US3
, quase perfeito!

13 novembro 2006

sobre o tempo das coisas

foto: miguel Rio Branco


Pois é: alinhar certas coisas não é fácil. Tempo é dinheiro? E a gente passa a correr atrás do dinheiro para ter mais tempo para gastá-lo. Mas isso de correr atrás, toma muito do nosso tempo.

De qualquer modo, eu estava a correr atrás dos dois. Então sumi, mas de vez em quando passo por aqui só para ver se vocês 3 ou 4, que também passam aqui às vezes, estão ficando mais confusos.

E já que estou aqui mesmo, então digo para você que gosta de fotografia(e para você que ainda não): Dêem uma sapeada nestes caras da Magnun Photos, e viajem amiguinhos... É lógico, mas vou repetir, dê tempo ao tempo: as boas fotos tem a incrível capacidade de nos revelar mais e mais, a medida que nós nos entregamos a elas. E entrega leva tempo...

Deixe seus olhos se acostumarem e se abrirem para o que os caras tem a dizer com suas imagens.
Aproveite e clique também na seção "in motion" do menu e baixe uns poadcasts de ensaios bem pirados de alguns integrantes desta tradicional agência de fotos.

Destaque no site também para o trampo acachapante do spanhomezzobrazuca Miguel Rio Branco.

capisci?



trilha sonora: The seeds on the ground - Airto aquele que já destruiu tudo com feras como miles davis, hermeto, moacir santos, herbie hancock e o scambau. Vá com fé que, quem procura acha, ou é achado. tânquis pela présa, ao meu amigo rodrigovsky.

fluindo

20 outubro 2006

zen vergonha


e não se fala mais nisso

então sem motivo cronológico e a mel bel prazer (já que o condutor e mula aqui sou eu) pra vocês (3 ou 4 criaturas obstinadas) que aqui me acompanham, eu me dou o direito de não falar porra nenhuma descontando esta obsoleta introdução (e os parênteses nela postos)) e apenas compartilhar um pouquinho do zen vergonha Leminsky

CÉU EMBAIXO
do livro inédito: Gozo Fabuloso

17
Janelas, escancaradas janelas do 17º andar, aqui vou eu, aqui vai toda essa minha estúpida vontade de apagar a luz, única maneira decente de apagar a dor.

16
Décimo sexto andar. Até aqui, tudo bem. A temperatura está a 17 graus, o céu azul, e a lei da gravidade continua funcionando com o costumeiro rigor. Quem partiu, tem que chegar.

15
Ao passar pelo 15º andar, já não acho mais que quem partiu tem que. Está provado que é possível, em certos casos, partir sem chegar a. Nesses casos, se diz, houve empate. Eu não jogava pelo empate. Jogava pelo escândalo, vitória ou derrota. Foi vitória? Derrota? Tem gente que prefere abrir o gás. Tem quem se dedique à pesca submarina. Em nenhum desses casos, o fim é algo de último, a meta não é definitiva. Qual era o jogo dela? Fosse qual fosse, amigos, amigos, jogos à parte.

14
Só quem já caiu de um 1º andar pode imaginar o que senti quando. Quando foi mesmo? Será que foi? Ou foi um peso que tirei de cima de mim? Peso por peso, prefiro o meu, que, pelo menos, me leva para algum lugar.

13
Pronto. Treze é meu número de azar favorito. Tenho outros números de azar. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, por exemplo, essas coisas, enfim, que atravessam as réguas de cálculo. De todos, 13 é o meu predileto. Que foi que fiz para merecer cair até o 13º andar, donde se descortina um relance do Atlântico? Quem sabe eu não devia ter, vocês sabem. Vai ver, aquela nuvem lá longe não passa de um eco de um pensamento meu. A raiva é sábia.

12
Alguma coisa não pára de me dizer, não devia ter vindo. Eu sabia que a comida era péssima, o atendimento sempre ficava a desejar. Mas, depois de vindo, como desvir? O 12º é sempre o mais filosófico. Aquele onde o ato de pensar fica mais ridiculamente genérico. Cair não é genérico. Cair é a coisa mais natural do mundo. Cair é lógico. Podem perguntar para qualquer pedra do planeta Terra.

11

O 11º andar é sempre um caso à parte. Talvez melhor dissessem um caos à parte. Mas isto não seria correto. O correto consiste em dizer: o 13º andar, donde se descortina um relance do Atlântico, sim, o mais correto, é deixar cair.

10
Não sei como suporto esta situação. É absolutamente ridículo. Só porque alguém saltou do 17º andar de um edifício não quer dizer necessariamente que tenha que chegar até um, digamos, décimo andar. O décimo andar, em casos de queda, é objeto e motivo de lendas e chacotas entre muitos povos primitivos que, absorvidos por outros afazeres mais prementes, deixaram-nas cair no esquecimento, onde jazem até hoje. Mas jazem muito 'bem. As lendas sobre o décimo andar, ainda vai haver quem as conte. Palavra de honra.

9
Que frio. Bem que minha mãe falou, leva um casaco. Sempre assim. A cabeça não pensa, o corpo é que sofre. O que eu queria mesmo era ficar para sempre nó 12º andar.

8
Ela, ela mora no 12º andar. Ao passar, quase dei um alô. Ela não entenderia. Telefonaria para a mãe. Fritaria um ovo. No máximo, olharia para baixo. Ou para cima, para ver de onde eu tinha vindo.

7

Parece mentira, mas cheguei ao 7º andar. A que ponto chegamos! Nessa velocidade, a lembrança do 12º andar parece apenas uma lembrança. A física ensina que os corpos têm sua queda acelerada à medida que se aproximam do destino. Não vejo por que deveria ser diferente comigo. A lei da gravidade é a mais democrática de todas. Rege, com idêntico rigor, gregos e troianos, jóias e paralelepípedos, impérios e pétalas de magnólia. Sete é conta de mentiroso. Ela me mentiu. Nada mais fácil que mentir que se ama alguém. Basta dizer: eu te amo. Quem vai saber? Como medir? Como provar? As palavras também estão sujeitas à lei da gravidade?

6
No sexto, fica a administração. É o andar mais frio e mais distante. É onde se tramam as grandes negociações, onde ficam os cofres com os segredos indecifráveis. Chegar ao sexto andar é a ambição de todo corpo que cai. Os que não. A poucos é dada essa proeza. Os que fracassam, fatalmente, continuarão caindo até o quinto, onde ficam os infernos.

5
Do antigo inferno, o moderno só traz o nome. Na verdade, o inferno de hoje, no quinto andar, é um dos andares mais agradáveis do edifício, dispondo de amplas instalações, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e quarto de empregada. Os banheiros são revestidos de material à prova de fogo, precaução inútil, já que neste prédio raramente ocorre algum incêndio de proporções catastróficas. Da janela do quinto andar, avista-se o letreiro que diz, PROIBIDO CAIR.

4
Ninguém nunca soube para que servia o quarto andar. Sempre se imaginou que era uma espécie de depósito onde se guardavam as coisas que não serviam mais para os andares de cima, garrafas vazias, móveis usados, lâmpadas queimadas, livros já lidos, óculos quebrados, espelhos, diários, relógios.


3
Deus queira que esta saudade do 12º permaneça acesa durante todo este andar, durante o frio, o vento, a angústia, a raiva e a força maior deste poder que me chama.

2
Não há muito a dizer, nunca há. Meia dúzia de palavras resolvem problemas de mil anos atrás. Fomos nos dizendo cada vez menos Dizer sempre é uma outra coisa.

1
O chão é duro.

p. leminski 86


o pauloleminski
é um cachorro louco
que deve ser morto
a pau a pedra
a fogo a pique
senão é bem capaz
do filhodaputa
de fazer chover
em nosso piquenique

pois é mon ami
. de Ipoon e não se fala mas nisso. por enquanto, lógico


para as orelhas: ora senão a intensidade deste sujeito que mesmo distante de nós mortais, ainda vai dar muito o que falar (vai por mim). mister fela kuti- no caso aqui:zombie( vai pedir praquele teu tio estranho te apresentar ou sacumé... é só digitar. mas cuidado que tem uma galera aí que parece estar muito arisca com esta coisa de música compartilhada. Fazer o quê? A ficha demora a cair, mas a roda gira.

inexoravelmente, que m tem Q.I vai.

e tenho dito


17 outubro 2006

desc-artes na luz


Como ninguém deve, neste mundo viver só de pão, areje e alimente a cabeça com a proposta destes sujeitos intrigantes, que dão um duro danado para manter as coisas fundamentais ( a arte como mola para reflexões, por exemplo) funcionando. o que não mole.

grande trampo.

o que?: "
Um grupo de artistas e pichadores resolveu criar um diálogo visual envolvendo o stencil graffiti e a pichação. O que personalidades escolhidas por cada artista pensariam sobre isso? E a cidade o que pensa? "

onde?:
Pinacoteca do Estado Organização Social de Cultura - Praça da Luz, 2 - Jardim da Luz São Paulo - SP - Tel.: 11- 3229-9844

quando? De 21 de outubro(às 11:00hrs) a 25 de novembro de 2006

quem?
Artistas participantes do projeto Stencil:
Bete Nobrega [ Cabeça Clarise Lispector ]
Celso Gitahy [ Marcel Duchamp ]
Cláudio Donato [ Joseph Campbell ]
Cris Arenas [ Louise Bourgeois ]
Daniel Melim [ Oscar Wilde ] Guilherme Valiengo [ Adoniram Barbosa ] Júlio Barreto [ Frank Zappa ]
Júlio Dojcsar [ Berthold Brecht]
Ozéas Duarte [ Friederich Nietzsche ]

Pichadores:
8 º Batalhão
Taylor - Gang Boys
Marcelo Pingo - Nobres
Ricardo Lopes - Presídio 34
Wagner Lucas - Pigmeus
Dino
Tortura
Tito - Rapto
Renata - Medusa
Priscila - Yugo's

veja, pense, dê um role no Stencil Brasil e encha a pança.

trilha sonora: a extra-deliciosa Cibelle em "The shine of dried eletric leaves"
.escute. pronto e acabou. e depois a gente conversa sobre.

té.

abraço ao donato.



11 outubro 2006

qualquer hora...em qualquer lugar (o funk de munique)

As coisas, todas elas, deveriam ser feitas com prazer. Sempre. Mude as coisas que você está fazendo ou mude a maneira de fazê-las. Pois quando começa a dar bode, mon ami...

Jogue o jogo e siga em frente, escolha outro jogo e vá brincar, ou mude as regras dos já jogados. Só não fique de canto com o dedo na boca, pois a bagaça É o que nós fazemos dela.


Então não vou falar absolutamente nada de... daquilo. Tratemos de coisas mais leves e menos surreais que não costumam sair em jornais diariamente. Tipo falar que: quem quer que tenha uma merreca mesmo que pequena no bolso, e esta não esteja reservada para algo muito fundamental no seu orçamento mensal. Por favor. Se desloque para algum lugar que tenha água e/ou mato bem próximo. E recarregue na boa suas baterias de paciência, para na próxima segunda tudo estar mais leve.

OBS: para aqueles (como jo) que já haviam comprometido sua última merreca com algo fundamental e bla bla bla , sugiro: vá escutar The Greenhornes e volte a um tempo em que tudo era mais...diferente. Sei lá que tempo é este, 50, 60? Será? Bom, as coisas eram diferentes e talvez por isso eles nos pareçam bem familiares. Inexoravelmente retrô. E por isto mesmo, soa muito atual. Só pra constar, um desses “novatos" é o Sr. patrick keller que toca no The Racounters com o Sr. Jack White(stripes). Esperimente. E aproveite busque por aí, broken flowers (Jim Jarmusch- "ghost dog" e "Down by Law" entre outros) o filme e a trilha(esquizofrênica e indispensável) na qual os greehhornes fazem uma bela présa.

bill muray, catatônico e impagável

OBS2: já, você felizardo que tem a tal pequena merreca e está jogando tuas paradas na mochila prestes a picar a mula, enfie aí em algum lugar um som. Qualquer um dos que te façam dar um tempo de tantas coisas. Pode ser até o dos caras da situação acima. Ou mesmo girando 180 graus sem medo ser feliz, o funk-a-mental: The Poets of Rhythm (mais um do selo Quannum)

Qualquer de seus três álbuns, são todos estupidamente bons. Sugiro discerne/define de 2001. Funk fodão feito por alemães chapados dá terra do chocolate caro, Munique. Pois é. Podes crer. Respeito aos mestres but, retrocomtemporâneo até o osso. Mas isto não importa muito. nénão?


os poetas destruindo tudo


PP:abraço ao dr. kyoshi, que vai ficar devendo a cerveja e o bolo

08 outubro 2006

somewheeere over the rain-bow...

pois bem, lá vamos nós... isquiuuzmi plis.
é com pesar ao invés de surpresa que observo o demorado "day after" do pleito primeiroutubrístico. como eu desgraçadamente havia previsto, tá lá em primeiro lugar o sujeito que rouba(mas faz) dono do nome que eu temo pronunciar só pelo mau karma que isso pode acarretar. se você não sabe a quem me refiro, tome tenência, dê um rolê no site divulga 2006 e tente se divertir com a bizarra lista dos contemplados pelo voto dos habitantes do nosso pitoresco país, deitado eternamente entre um estranho senso de humor e a falta total de bom senso civil. eu acharia até cômico (se não fosse tão trágico)

é freak demais da conta: mandar personas do naipe de Clodovil Hernandez(500 mil apertadas da tecla verde) ou Frank "aúú!" Aguiar(quase 145 mil engraçadinhos e/ou acéfalos) para brasília como nossos representantes em questões extremamete importantes e que dizem respeito a como nossas vidas serão nos próximos anos. quais questões? bom, quando estiver coçando e quiser um naco a mais de consciência sobre as causas de nossas mazelas sociais: voilà! camara.gov

alguns até vão até entender e talvez, num dia sem enchaqueca, este mestre até aprovaria minha apropriação de seus versos:

Essa cova em que estás, com palmos medida, é a cota menor que tiraste em vida.
É de bom tamanho, nem largo nem fundo, é a parte que te cabe deste latifúndio.
Não é cova grande, é cova medida, é a terra que querias ver dividida.
É uma cova grande para teu pouco defunto, mas estarás mais ancho que estavas no mundo.
É uma cova grande para teu defunto parco, porém mais que no mundo te sentirás largo.
É uma cova grande para tua carne pouca, mas a terra dada não se abre a boca.

João Cabral de Melo Neto - Morte e vida Severina (Auto de Natal Pernambucano) 1954-1955


mas é isso aí mesmo. ou talvez eu esteja viajando grandão há 30 e tantos outonos, e daqui há alguns mais 40 e outros, na hora do vamosver a ficha me caia, e eu tenha a cara de dizer:

-Foi mal aê...



trilha sonora: (prá não dizer queu só falei de espinhos) um exemplar espécime da fauna-flora-fina-flor da estrangeiridade brazuca: o sujeito aí de cima, o cantor, compositor e multiinstrumentista paulistano CURUMIN no genial "Achados e Perdidos". o sujeito tem grandes antecedentes e teve a cara de gravar este, que prá mim já é um clássico daqueles bem "malditos"(no bom sentido), moleque atrevido se metendo (com mór classe) em terreno jorgebemz(sem jor)zistico do samba eletro lounge de casa, que dá bandeira de ter escutado muita gente boa nessa vida.
e, de quebra, faz bem pro sistema endócrino.

OBS: lá na gringa, ele é representado(ou coisa que o valha) pela quannum projects, ao lado de capetas como o jovem mestre dj shadow que ainda há de pintar por aqui.

salam aleikum

05 outubro 2006

sesc eu tenho com isso?

rapidamente, antes que seja tarde:
se você conhece, utiliza ou mesmo já ouviu falar em SESC, participe da campanha que visa a discussão mais aprofundada sobre o projeto de lei que pode, se não acabar, dificultar muito o funcionamento desta entidade. basta entrar no site do
SESC e preencher um formulário nanico.

é lógico, mas não custa reiterar: leia sobre e saiba o que está rolando. você encontrará estas informações lá mesmo.

o abaixo assinado virtual, segue para o senado como uma solicitação para que a questão seja debatida com mais atenção e abertura. sendo assim: não morgue pois a batida do martelo está programada para 3 a 10 de outubro!!! capisci?

só para não perder o hábito...
trilha sonora:o alternative psico-soul de gnarls barkley - st. elsewhere / the new black?


27 setembro 2006

as tetas da vaca pública

obs:se você tá de saco cheio de questões políticas e congeneres então pare por aqui. aviso dado...

pois bem, antes de mais nada, se ao contrário deste que digita estas mal "traçadas", você escolheu votar em alguém no domingo sugiro uma olhada no cardápio do " Excelências " no site do Transparência Brasil . Trata-se de uma compilação de informações retiradas de bancos de dados públicos, a respeito de candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de 2006. Tá tudo alí, foto, bens (declarados, lógico) atuação do camarada, gastos e até as broncas na justiça. A iniciativa dá o que falar(não tanto quanto a vida sexual da cicarelli, lógico) e pode retirar a esperança de muitos safados de descolar uma boquinha pra mamar nas tetas da vaca pública.

ainda para os que escolheram votar em alguém (e não entenderam a opção dos contrários), digo: o verdadeiro voto nulo é colocar "lá" um sujeito que você não sabe de onde veio, o que fez, o que não fez, com quem está metido. se você escolhe alguém e acredita que sua responsabilidade acaba na urna você anulou de verdade seu voto e não acompanhar e cobrar durante o mandato do sujeito o cumprimento de suas promessas e responsabilidades assumidas é jogar seu voto no lixo. votar realmente nulo, é colocar o sujeito lá e não entender que você é o patrão e ele deve lhe prestar contas, e ser "mandado embora" se necessário.

nulo ou não, o voto não pode ser um fim em sí mesmo. o cara que pediu ao povo que não lhe escolhessem mais caso um tal de Pitta não fosse um cara decente será, provavelmente(talvez e tomara eu me engane) o deputado mais votado destas eleições! o candidato(até aqui vencedor) a governador, disse que não largaria o cargo(prefeito) que havia ganho com seu voto para disputar outro cargo e teve o disparate de registrar isto em cartório! o país é governado por pessoas que resolveram colocar em prática o contrário de tudo que pregaram por milênios enquanto tentam explicar como tanta gente safada foi parar lá, ao lado do presidente que não sabe de nada!

quer dizer, é preciso ir além. escolhendo alguém ou escolhendo a liberdade de não escolher ninguém.

e já que o papo é serio...

a tomada de consciência e mesmo a aceitação do que se é, sempre precede uma mudança qualitativa de consciência. sendo assim, assumamos: há tempos somos feitos de palhaços. não há como negar.
então para começar a tal mudança, recomendo: campanha rir para não chorar no site Social Moda, vá lá, circule, leia com atenção e participe. É sério:




trilha sonora (contra o desgaste da vida moderna): Devendra Banhart - Cripple Crow







21 setembro 2006

De malungo pra malungo


E a nação toda lá, numa pacata terça-feira.

Pacata demais...

“ Vamos levantar aí porra, nada de ver show sentado não! “
Mal a cortina abria e os caras já dominavam todo mundo. E dái até o fim, assim seria.

Tem outra, escutar Jorge Ben sentado é judiar do caboclo. Escutar Psi-covers do Jorge Ben em sua fase mais hermética e enfumaçada tocados por um “ combo-nação zumbi/mundo livre” sentados? ô carai, meu velho!

Detalhe: a preço de cerveja (tá...umas sete).

A tábua de esmeralda + beatles + horace andy (aquele que vem chapando ouvidos desde os anos 60 até chegar em Massive Attack e Radiodread (dejà vu?) + tim maia racional, tudo isso coberto por generosas camadas de dub de primeira = Los sebosos postizos.

SHOW, é a palavra que define a parada.

É isso aí, fica de olho que eles estão por aí viajando. Zumbi é o senhor das demandas então se ele quiser, de repente até cd rola.

saravá!


trilha sonora= Jorge Ben (sem jor) A tábua de esmeralda



13 setembro 2006

um post chato, meio ranzinza e com toques de chá de boldo

pois bem, chamado à chincha por alguns compatriotas meus, segue aqui (só pra constar) que eu voto nulo. SIM. não se trata de tirar o meu da reta. NÃO. trata-se de tentar diminuir o espaço entre meu discurso e minha prática. meu voto é = acho uma puta sacanagem que a "esquerda" que eu muito batalhei para colocar no poder, que tem meu voto desde que comecei a votar (tenho 37 verões nas costas) tenha adotado práticas tão contrárias as que me fizeram justamente militar em sua causa, acho que é melhor fazer uma merda de governo à abrir as portas políticas da casa para qualquer aliança com qualquer fulano nitidamente safado, em nome de uma suposta governabilidade. ninguém que se apresenta me encanta, e não quero escolher entre morrer de tiro na cabeça ou morrer de tiro no coração. sendo assim, sinceramente. vou de mala e cuia brigar, como sempre, em busca de outras regras e outras formas(tantas) de se fazer política onde não seja necessário meter a mão... blá, bla´blá, blá blá. capisci?

mas não se preocupe meu amigo, com os horrores que lhe digo, talvez um dia eu volte a fazer discursos inflamados de cerveja e a fazer cabeças "burguesas conservadoras" . por enquanto, to puto e escolhi a minha forma de deixar isto bem claro. dá licença?

ok. já que estamos nessa, questione seus paradigmas indo atrás de fontes alternativas. não basta ler jornais. jornais também tem que faturar. alguns até procuram manter um pouco de isenção mas ainda assim é preciso muito olho vivo e faro fino. seja radical(= raiz, aquele que vai buscar a raiz dos fatos, do conhecimento, da bagaça em geral...) desconfie de unanimidades. free your mind.

por exemplo: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/ = os mesmos fatos/outros enfoques. é disso que se trata.capisci?


trilha sonora pra ficar pensando melhor:
outro exemplo claro de quebra de paradigma "enxugando gelo - BNEGÃO e os seletores de frequencia", quebra nos "samplers" / quebra nas letras( budismo-matrix-sociologia-ciências da cognição-humor inteligente-etc.) muito, mas muito acima da média e quebra mesmo onde tem mais é que quebrar: na atitude do sujeito em relação ao que ele coloca e como ele se coloca no mundo.

saravá!

08 setembro 2006

urbextrato

Este aí acima, logo fará parte da exposição "UrbextratO" a ser realizada não sei onde assim que eu conseguir terminar os outros. por enquanto siga para: http://www.lost.art.br/jcruzza.htm e viaje numas coisas antigas. e aproveite para circular pelo resto do site que é feito por gente muito 10, galera comprometida com o que é bom e circula fora do mainstream. street art, fotos e vários registros deste mundão bizzarro sem porteira.

aqueleabraço

trilha sonora: jagga jazzist - a living room hush

imexíveis?

um amigo me jurou que se visse os caras na rua faria besteira. seus olhos faiscavam então resolvi ficar na minha e não dizer que eu havia achado ducarai. trampo responsa. trata-se da "blasfêmia" intitulada:The Dub Side of The Moon cometida pelos gringos do Easy Star All Stars já há alguns anos (2002). algo como se os caras do Pink Floyd tivessem gravado seu "imexível"(quem foi mesmo o político safado que cunhou este maléfico termo?) dark side of the moon só que trocando Inglaterra/LSD por Jamaica/erva da boa. irmãos...é preciso coragem!

como berrou meu amigo descabelado: " -em clássicos não se mexe! porra!" OK antes de ouvir pensei algo parecido e achei que fosse mais uma daquelas experiências bizarras que abundam as promoções de CD dos hipermercados da vida, tipo "the philarmonic orchestra não-sei-da-onde play beatles". não se trata disso. ponto. escute e c
urta ou descabele-se. o fato é que ficou fodástico.


não contentes, os sujeitos resolveram bolar um, tamanho GG, "batizado" com prozac e dar para o tom yorke(radio"fuckingreat"head) fumar, quando o negócio bateu eles disseram: "véio, a gente pode pirar em cima do OK COMPUTER, tipo fazer uma versão DUB do bagulho? " " well, como assim?" "tipo, pirar na bagaça, sem dó mas com respeito" "Pô... vai aí" e eles foram. tá lá Radiodread dos mesmos Easy Star All Stars. recomendo. mas se cuida que as vezes o negócio fica meio sinistro...

siga a fumaça... = http://www.easystar.com/

e
já que estamos aqui e minha computadora ainda não travou, serei curto e grosso: Revolver? Beatles? "taxman + new polution(beck)" ? "i'm only sleeping + glory box(portishead)"? vá lá: http://revolvedalbum.blogspot.com/ e confira se "clássico é classico e vice versa"

em tempo: não sei onde enfiei os links para os
All Stars. mas, sácume-ne: google blá ,blá, blá, download, capisci?

01 setembro 2006

auto-jabacule



acima um exemplo dos trabalhos "ladoA". logo mais os "ladoB"
nada mais a declarar. por hora...

trilha sonora: Arizona Amp & Alternator - idem